domingo, 15 de maio de 2011

Complemento Nominal

completando o sentido desse nome (substantivo, adjetivo ou advérbio). 


                   Obj. direto                  complemento nominal Ex.: Faça uma rápida leitura   do texto

                  núcleo do adjunto adverbial de lugar Ele mora perto    de um grande hotel
                               Complemento nominal do advérbio perto. 
O núcleo do complemento nominal é representado por um substantivo (ou palavra com valor de substantivo), poderá ser também representado por um pronome oblíquo. 

                                                          núcleo do objeto direto. 
Ex.: Tenho-lhe uma justificada admiração. 
                    complemento nominal de admiração 

O complemento nominal pode caber a uma oração com valor de substantivo, receberá o nome deoração subordinada substantiva completiva nominal. 
Ex.: Chego à conclusão  de que o contrato só beneficiou
                                                     os americanos. 
          oração principal                    oração subordinada substantiva 
                                                                 
completiva nominal 

Complementos Verbais

Complemento verbal, ou simplesmente objeto, é o complemento exigido pelo verbo transitivo, para que o verbo tenha sentido completo. Para descobrir o complemento verbal, ou objeto, de uma oração basta fazer uma pergunta com "que" ou "quem" depois do verbo. O complemento verbal, ou objeto, da oração "João viu o irmão é "irmão", porque é a resposta da pergunta: "Viu quem"?
Já o Complemento Nominal é exigido, é essencial para que se complete a significação de um substantivo, de um adjetivo ou de um advérbio. Existem não somente verbos que precisam ser completados em sua significação; dos substantivos, dos adjetivos e dos advérbios há também os que não têm significação absoluta; necessitam, para que sua significação se complete, de um complemento que lhe inteire a significação. Se há substantivos, adjetivos e advérbios que têm significação absoluta, como muro, mão amanhã, há, por outro lado, os que necessitam de um termo que lhes integre o sentido. O complemento de palavras como estas vem a ser o Complemento Nominal. Exemplos: - Amor 'á pátria' - Obediência 'ao mestre' - Chegada 'ao país' - Digno 'de louvor' - Relativamente 'a todos'.
Chama-se predicação verbal ao resultado da ligação que se estabelece entre o sujeito e o verbo e entre os verbos e os complementos. Quanto à predicação, os verbos podem ser intransitivos, transitivos ou de ligação.

1) Verbo Intransitivo

É aquele que traz em si a ideia completa da ação, sem necessitar, portanto, de um outro termo para completar o seu sentido. Sua ação não transita.

Por Exemplo:
O avião caiu.

O verbo cair é intransitivo, pois encerra um significado completo. Se desejar, o falante pode acrescentar outras informações, como:

local: O avião caiu sobre as casas da periferia.

modo: O avião caiu lentamente.

tempo: O avião caiu no mês passado.

Essas informações ampliam o significado do verbo, mas não são necessárias para que se compreenda a informação básica.

2) Verbo Transitivo

É o verbo que vem acompanhado por complemento: quem sente, sente algo; quem revela, revela algo a alguém. O sentido desse verbo transita, isto é, segue adiante, integrando-se aos complementos, para adquirir sentido completo. Veja:
S. Simples Predicado
As crianças precisam de carinho.
1 2

1= Verbo Transitivo 
2= Complemento Verbal (Objeto)

O verbo transitivo pode ser:

a)Transitivo Direto: é quando o complemento vem ligado ao verbo diretamente, sem preposição obrigatória.

Por Exemplo:
Nós escutamos nossa música favorita.
1

1= Verbo Transitivo Direto

Termos Essenciais da Oração

SUJEITO
É o ser de que se declara alguma coisa.
O sujeito pode ser:
Simples = quando houver uma só palavra (núcleo) nesta função. Por exemplo: O gato é mamífero.
Composto = quando houver mais de uma palavra nesta função. Por exemplo: O gato e o cachorro são mamíferos.
Indeterminado = quando aquele que fala ou escreve deixa de mencionar o sujeito. Por exemplo: Precisa-se de operários.
Nota: Para indeterminar o sujeito, existem dois recursos: 1º) empregar o verbo na terceira pessoa do plural, sem referência a qualquer sujeito mencionado anteriormente. Por exemplo: Arrancaram as árvores da avenida. 2º) empregar o verbo na terceira pessoa do singular, acompanhado do pronome SE e de uma preposição qualquer ou de um advérbio qualquer. Por exemplo: Necessita-se de ferramentas. Vive-se bem aqui. Assiste-se a bons filmes.
Observe-se que o pronome SE, neste caso, é índice de indeterminação do sujeito. E o verbo de tais orações, ou é transitivo indireto ou intransitivo.
Inexistente = há orações que não possuem sujeito. O verbo de tais orações só admitem a terceira pessoa do singular e são chamados, por alguns gramáticos, de verbos impessoais. Por exemplo: Há pessoas na sala. Faz frio aqui. Está calor. Choveu muito ontem.
Oculto = este é o mesmo sujeito simples. Ele não aparece na frase, mas está subentendido. Por exemplo: Sou apaixonado por você. (subentende-se que o sujeito é a primeira pessoa do singular = Eu).
Observação: O sujeito simples(claro ou oculto) e o composto são chamados de sujeito determinado.
PREDICADO
É aquilo que se declara do sujeito se a oração o possui.
Há três tipos de predicado:
Verbal = quando o núcleo do predicado for um verbo transitivo ou intransitivo e, também, sem a presença de um predicativo qualquer. Por exemplo: O aluno leu o livro. (o verbo ler é transitivo direto e o livro é objeto direto).
Nominal = é aquele no qual figura um verbo de ligação(ser, estar, ficar, parecer, permanecer, continuar) devidamente acompanhado de um predicativo do sujeito. Por exemplo: O professor é experiente. (o verbo ser é de ligação e experiente é predicativo do sujeito).
Verbo-nominal = possui um verbo não de ligação e um predicativo qualquer como núcleos do predicado. Por exemplo: Eu considero você inteligente. (o verbo considerar é transitivo direto, você é objeto direto e inteligente é o predicativo do objeto).

Frase, Oração e Periodo

Frase

É o enunciado com sentido completo, capaz de fazer uma comunicação. 

Na frase é facultativo o uso do verbo.
Exemplos: 
- Atenção!
- Que frio!
- A China passa por dificuldades.

As frases classificam-se em: 

Declarativa: faz uma declaração. “Os olhos luziam de muita vida...” (Machado de Assis)

Interrogativa: utiliza uma pergunta. “Entro num drama ou saio de uma comédia?” (Machado de Assis)

Exclamativa: expressa sentimento. “Que imenso poeta, D. Guiomar!” (Machado de Assis)

Imperativa: dá uma ordem ou pedido. “Chegue-se mais perto...” (Machado de Assis)

Optativa: expressa um desejo. "Tomara que você passe na prova".
“Vou-me embora.”, o enunciado fornece uma mensagem, porém usou verbo é o que chamamos de oração.


Oração

É o enunciado com sentido que se estrutura com base em um verbo.

Na oração é preciso usar verbo ou locução verbal.
Exemplos: 
- A fábrica, hoje, produziu bem.
- Homens e mulheres são iguais perante a lei. 

“- O senhor tem sempre um cumprimento de reserva: vejo que não perdeu o tempo na academia, Vou-me embora.”, o enunciado apresenta uma mensagem em que se utilizou vários verbos é o que chamamos de período.


Período

É a oração composta por um ou mais verbos.

O período classifica-se em:

Simples: tem apenas uma oração.
- “As senhoras como se chamam?” (Machado de Assis)

Composto: tem duas ou mais orações.
- “Um deles perguntou-lhes familiarmente se iam consultar a adivinha”. (Machado de Assis)